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Controle de Qualidade

Medidor de pH: o eletrodo é onde o resultado se ganha ou se perde

O aparelho quase nunca é o problema. Calibração espaçada, eletrodo mal guardado e temperatura ignorada respondem pela maior parte das leituras erradas.

Equipe Técnica Mastro· Análise físico-química5 min de leitura05 de maio de 2026
Medidor de pH de bancada MQPH

O aparelho mede, o eletrodo decide

Medidor de pH é um dos equipamentos mais simples de operar e um dos mais fáceis de operar mal. A leitura aparece na tela em segundos, o que passa a impressão de que está tudo certo. Mas o número confiável depende muito menos do aparelho e muito mais do estado do eletrodo e da rotina de calibração.

O MQPH trabalha numa faixa de -2 a 18 pH com erro de indicação de ±0,01, resolução de sobra para análise de rotina em indústria química, farmacêutica e ambiental. Essa precisão só chega no resultado, porém, se os pontos abaixo estiverem em ordem.

Calibração de três pontos, não de um

Calibrar em um ponto só, geralmente o 7,00, é o atalho que mais compromete resultado. A resposta do eletrodo não é perfeitamente linear ao longo de toda a faixa, e um único ponto não corrige isso.

O MQPH identifica automaticamente até três pontos de calibração nos padrões NIST, USA e EURO. Use os três. Leva poucos minutos a mais e é o que garante leitura confiável tanto na faixa ácida quanto na alcalina, não só perto do neutro.

Eletrodo mal guardado é eletrodo morto

O eletrodo de vidro precisa ficar sempre úmido. Guardado seco, a membrana de vidro perde a capacidade de resposta e o tempo de leitura dispara, quando ainda responde. O lugar dele é dentro da solução de armazenamento própria para eletrodos, à base de cloreto de potássio (KCl 3M), nunca em água destilada (que "lava" os íons da membrana) e nunca seco na gaveta. Fora da solução, o eletrodo não deveria passar mais do que algumas horas.

Entre uma amostra e outra, enxágue com água destilada e seque encostando um papel macio, sem esfregar. Esfregar gera carga estática e bagunça a leitura seguinte.

Temperatura anda junto com o pH

O pH de uma solução muda com a temperatura, então medir sem considerar isso introduz erro de forma silenciosa. O MQPH faz compensação de temperatura automática e traz o eletrodo combinado de vidro com sensor de temperatura já incluso, o que resolve o problema na origem. Vale conferir se a compensação automática está ativa antes de começar a série, em vez de confiar que ficou ligada desde a última vez.

Resumo de bancada

Eletrodo sempre na solução de KCl, calibração de três pontos no começo de cada turno de medições, enxágue com água destilada entre amostras e compensação de temperatura ligada. Quatro hábitos simples que separam um medidor de pH confiável de um que só mostra números bonitos.

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