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Viscosímetro rotacional: o que conferir antes de comprar

Faixa de viscosidade, rotores certos e controle de temperatura decidem se o equipamento vai te servir por anos ou virar peça de prateleira.

Equipe Técnica Mastro· Reologia e viscosidade2 min de leitura09 de maio de 2026
Viscosímetro rotacional digital MQVR

Viscosidade não é um número só

Quem nunca trabalhou com viscosímetro costuma achar que viscosidade é uma propriedade fixa do produto, como a densidade. Não é. A maioria das tintas, adesivos e cosméticos é não-newtoniana, o que significa que a viscosidade muda conforme a velocidade de cisalhamento aplicada.

É por isso que o viscosímetro rotacional virou padrão nesses setores. Ele mede a resistência que o fluido oferece ao giro de um rotor submerso e permite medir em velocidades diferentes para enxergar esse comportamento. Copo Ford e viscosímetro cinemático não dão conta disso.

Faixa de viscosidade: o erro mais caro

O primeiro filtro na escolha é a faixa. Pegue o produto mais fluido e o mais viscoso que você produz e confira se os dois caem dentro da faixa do equipamento com folga. Trabalhar no limite, tanto embaixo quanto em cima, acumula erro.

O MQVR-100K PRO cobre de 10 a 100.000 mPa.s, o que resolve a grande maioria das tintas e produtos de viscosidade média. Se a sua linha tem pasta, selante ou adesivo bem mais espesso, o MQVR-2M PRO vai até 2.000.000 mPa.s e ainda traz oito velocidades em vez de quatro, o que dá mais resolução para mapear o comportamento do fluido.

Rotores: confira o que vem na caixa

Boa parte dos problemas de medição começa no rotor errado. Rotor fino demais para um fluido espesso não consegue girar direito, e rotor grosso demais num fluido fluido não gera leitura confiável. Os dois modelos da Mastro Loja já vêm com o conjunto completo de rotores (números 1 a 4), então você cobre a faixa toda sem precisar comprar peça avulsa depois.

Temperatura muda tudo

Esse ponto passa despercebido e estraga muito resultado. A viscosidade pode mudar mais de 2% a cada grau Celsius, dependendo do produto. Medir o mesmo produto de manhã e de tarde, sem controlar a temperatura, vai te dar dois números diferentes para a mesma amostra.

A sonda de temperatura integrada, presente nos dois modelos, pelo menos te mostra a que temperatura a leitura foi feita, o que já permite registrar e comparar com critério. O ideal mesmo é padronizar a temperatura de ensaio e anotar sempre junto com o resultado.

Antes de fechar o pedido

Um teste rápido vale mais que qualquer ficha técnica: peça para medir uma amostra real do seu produto antes de comprar. É a forma mais honesta de saber se a faixa, os rotores e as velocidades do equipamento conversam com o que você produz de verdade.

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