Misturar parece trivial até dar errado
Agitar um líquido é a operação mais básica de um laboratório, e talvez por isso a escolha do agitador costuma receber pouca atenção. O resultado aparece depois: mistura que não homogeneíza, respingo que contamina a bancada, motor que perde força no meio do processo quando o fluido é mais espesso.
Três especificações decidem se isso vai acontecer ou não: torque, faixa de rotação e o tipo de partida.
Torque importa mais que rotação
A tentação é olhar só a rotação máxima, mas rotação alta com torque baixo não move fluido viscoso. O que mantém o eixo girando contra a resistência do líquido é o torque.
O MQAB-20L entrega 10 N.cm de torque e trabalha de 100 a 2.000 RPM, o que dá conta de volumes de até 20 litros e viscosidade de até 10.000 mPa.s. Na prática, isso cobre desde solução aquosa fluida até produtos de média e alta viscosidade sem o motor engasgar.
Partida suave evita o respingo e a perda de amostra
Um agitador que sai do zero direto para a rotação programada joga produto para fora do recipiente. Além da bagunça, isso é perda de amostra e risco de contaminação cruzada.
A partida suave do MQAB-20L acelera o eixo de forma gradual até a velocidade de trabalho. Parece detalhe pequeno, mas é o que permite deixar o equipamento agitando sozinho enquanto você toca outra tarefa, sem voltar e encontrar metade da amostra na bancada.
Os detalhes que facilitam a rotina
Alguns recursos não pesam na decisão de compra, mas fazem diferença no dia a dia. O motor DC de ímã permanente do MQAB-20L é silencioso e não pede manutenção, a memória guarda os últimos parâmetros de trabalho (você não reconfigura tudo a cada uso) e a proteção contra sobrecarga desliga o equipamento sozinho se algo travar, em vez de queimar o motor.
A pergunta que orienta a escolha
Antes de escolher um agitador, responda duas coisas: qual o maior volume que você vai misturar de rotina e qual a viscosidade do produto mais espesso da sua linha. Com esses dois números em mãos, a faixa de torque e de rotação do equipamento deixa de ser informação solta de catálogo e vira critério objetivo de decisão.
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